
Hoje estive a organizar e a arrumar os folhetos, bilhetes e entradas que sobram sempre das viagens (sim, tenho a síndrome do rato recolector! e depois?). E claro, os mapas! Até começar a faculdade, e precisar de os começar a usar, sempre tive uma relação de amor/ódio com estes preciosos objectos. Julgava que o meu sentido de orientação era bastante nulo, até que vim a descobrir que afinal até é o contrário... Basta darem-me um mapa, que eu vou a qualquer lado! =D! São poucos os prazeres que se equiparam ao descobrir de uma cidade desconhecida, à exploração de ruas, ruelas e vielas, á constatação que afinal o monumento X até está virado ao contrário, no nosso mapa barato de turistas (facto verídico. Panteão. Roma.), e que portanto não somos nós que somos inúteis, mas sim os inúteis que fizeram aquela inutilidade! Aprendi a apreciar um mapa usado, rasgado, riscado, vivido. Que apanhou chuva, vento, laranjada, e que mesmo assim ainda tem força para nos guiar. E, conquista, conquista, já consigo lê-los sem ter de os virar! LOL! Com a importância que assumem nestas andanças, obviamente que não podiam faltar fotos em que os protagonistas são: eles mesmos, os mapas! E como boa paparazza que sou, são sempre os outros que aparecem a lê-los... (p.s.- o mapa acima é de Ravena. Preparação prévia também é saudável, hein Maria? ;P)
Ponto assente para quem já nos conhece: enquanto a maioria vai festejar e dançar, nós vamos conhecer a cidade de noite. E enquanto todos se embriagam à nossa volta, nós planeamos que igrejas/qualquer monumento visitar no dia seguinte. Viagem a Roma, organizada (e muito bem) pela ASSI (também a falar mais tarde). Quatro dias e três noites. Primeira noite, depois de uma viagem de autocarro de seis horas, de uma volta pela Roma barroca e de um jantar farto, ainda arranjámos força para uma volta nocturna. Aqui, sentadas em frente à Basílica de São Pedro, a decidir o caminho de regresso ao hotel. Oh joy!
Veneza. Algures em Murano. Noite toooooda à nossa frente. - "Então meninas, o que é que fazemos?" - "não sei, decide tu - tu é que és o homem! Hehe!!" - "comer qualquer coisa calhava bem, não?" - "sem dúvida!" - "então ó que é que se come por aqui?" (olhar em volta...) - "eu aposto em vidro, e vocês?" - "pois...." - "certo, de volta a Veneza!" (o relato do inenarrável jantar fica para depois....). Digamos só que este mapa, além da sua função original, ainda nos serviu de barreira protectiva contra a visão indesejada de línguas alheias, e uma boa hora de distracção e risadas... ;PPara o fim deixei aquela que deve ser umas das minhas fotos favoritas de todo o erasmus - tirada nos primeiros dias, ironicamente... (Digam-me lá se eu não sou uma fotógrafa de mão cheia, hum?! LOL!) Certo, o que aparece por debaixo do chapéu da Mafalda não é um mapa da cidade, mas não deixa de ser um guia! De facto, é nada mais nada menos que o mapa das festas e convenções ASSI para o primeiro semestre - guia fundamental para se saber onde está a diversão a preços baixos, e mais importante, os outros erasmus (já que nas aulas não era, diga-se de passagem!). E como nos guiou durante estes meses, tem a honra de aparecer aqui...
Tenho de colocar aqui uma imagem do mapa de Parma. Verdade seja dita, temos pelo menos três a quatro exemplares cada uma... E bem usados, como convém. Grandes, pequenos, com ou sem informações turísticas, com ou sem imagem de presuntos, estes mapas foram nossos companheiros. Espero voltar a usá-los, mesmo que só daqui a alguns anos... Quando voltar a Itália! Il paese dove resta il mio cuore!
Baci mille!
Vera
